sábado, 22 de fevereiro de 2014

Entrevista com o Coordenador do Curso de Automação Industrial, Justino Medeiros



Muitos estudantes que ingressam em um curso tecnológico ou de nível superior tem aquela ansiedade e vontade de aprender algo que lhe possibilite ingressar o quanto antes no mercado de trabalho. O que muitas vezes acontece é que esse aluno esquece de fazer uma pesquisa com fatores básico e cruciais, em relação ao curso escolhido, tais como: Do que se trata o curso? Quais as matérias básicas e as fundamentais que ele vai encontrar no curso? O que um profissional daquela área faz? Onde atua? Como anda o mercado de trabalho para tão função? Qual a renda salarial? Etc.. E isso acaba gerando algumas frustrações ao longo do curso, vindo a gerar a desistência do mesmo.

Com base nisso, a entrevista que se segue, foi feita pelos alunos da turma 5912 de Automação Industrial que selecionaram algumas perguntas e dúvidas e as fizeram para o coordenador do referente curso do Instituto Federal da Bahia, Justino de Medeiros, que nos esclareceu questão referente ao:  Mercado de Trabalho, Renda Salarial, Cursos Profissionalizantes, Diferenças entre cursos afim (Mecatrônica e Instrumentação), etc..





               Entrevistador: O que é um curso de Automação? E o que faz um técnico formado nesta área?



           Justino: "O curso de Automação é atualmente uma junção de características de vários outros curso, tipo Eletrônica, Elétrica e Mecânica, ambos usando características dessas três áreas para automatizar processos e eventos dos quais antes eram feitas de forma semi automática. Um técnico de automação, ele projeta, ele mantém e ele faz a operação, de diversos setores automatizados, nas diversas áreas como Mecânica, Elétrica e Eletrônica."

    Entrevistador: Por ser uma área em que pode envolver projetos de máquinas inteligentes e componentes robotizados, em que o curso de Automação Industrial se assemelha ao curso em Mecatrônica Industrial? O que faz cada um e qual a diferença básica?


        Justino: "A Automação Industrial, ela é mais completa! Certo? Como eu falei anteriormente, é uma junção de áreas, quando você fala em Mecatrônica, você falar em Mecânica e Eletrônica. Automação já é um pouco mais além disso, porque além de automatizar processos Mecatrônicos, ela automatiza diversos outro processos, como por exemplo o químicos, puramente mecânicos e até de serviços que não fazer parte dos serviços de industria, como residência, automação bancária. Então é um termo até mais completo que o tempo Mecatrônica"


         Entrevistador: E a proximidade com um Técnico de Instrumentação? O que tem em comum e o que tem de diferente com a Automação Industrial.


       Justino: "Anteriormente o curso de Automação era o curso de Instrumentação. A Instrumentação é uma base, uma ferramenta que a gente usa, que o Técnico de Automação usa... é mais uma subárea da Automação, que é a parte de Instrumentação."


         Entrevistador: Quais as áreas em que um Técnico em Automação Industrial, pode atuar? E qual é a que absorve mais?


         Justino: "Hoje em dia o Técnico em Automação trabalha na área de serviço até a automação industrial... automação bancária, automação residencial... automação industrial...a parte de mecatrônica, mais específica... então, o técnico em automação hoje é uma pessoa polivalente, trabalhando com diversas áreas que vão de serviços à industrias."


          Entrevistador: Um técnico em Automação pode ser contratado como um Instrumentista ou Técnico Mecatrônico?


         Justino: "Pode sim... Porque o curso de Automação, ele dá toda a base de instrumentação para poder operar o instrumento e consequentemente, automatizá-lo. O curso dá ferramentas de mecânica, de processo, de elétrica, de eletrônica e de programação para poder unir essas áreas todas."

          Entrevistador: Todo bom profissional que se preze, sempre ao término de seu curso, procura o seu diferencial no mercado de trabalho, obtendo novas certificações que venham a agregar conhecimento em sua área. Neste ponto, quais seriam, caso existam , os cursos complementares que um técnico em automação industrial, poderia fazer para complementar a sua graduação?

          Justino: "Primeiramente quando você fala em ambiente industrial, ele tem que ter um curso de Normas de Segurança. Não pode deixar de ter um curso de Normas de Segurança, tanto na parte elétrica, quanto na parte mecânica... Isso é essencial para qualquer área, inclusive para a área de Automação. O outro curso seria o de Programação Avançada, porque hoje em dia você tem diversos tipos de microprocessadores no mercado em que você consegue utilizá-los principalmente na área de robótica. Um exemplo bem prático disso é o Arduíno, que é um plataforma multiprocessada, então quanto mais você tiver conhecimento vai ser melhor para um técnico em Automação. "

            Entrevistador: O senhor falou no curso de Normas Técnicas de Segurança para a Industria, o que seria a NR10, que é bastante comentada?


            Justino: "É... A NR10 é uma norma relativa a serviços eletro-eletrônico. Ai nós temos a NR03, NR10. Sendo essas normas um diferencial na vida de um profissional em Automação."


           Entrevistador: Um técnico em Automação Industrial pode fazer uma pós-graduação (ex.: especialização)?

           Justino: "Depende do pré-requisito que a especialização usa. Com o curso ainda não é superior ainda, e necessário que se faça um curso superior."

           Entrevistador: Quanto, em média, ganha um técnico de Automação de Sistema?

           Justino: "Vai de 1,5 salários mínimos, até 3 ou 3,5 ."

       Entrevistador: Tendo em vista às últimas mudanças ocorridas no Estado, em termo de avanço tecnológico, com a chegada de industrias etc., como anda o mercado de trabalho de um técnico de Automação Industrial? O que é preciso para conseguir um emprego nessas empresas?

           Justino: "A cada dia a exigência está maior, então duas funções são essenciais, que é o curso de programação e a parte de língua estrangeira... e a parte de software de desenho tipo: CAD, AutoCad, Sólido de Edge... Essas ferramentas se puder ter, melhoram, mas vai depender do mercado."

           Entrevistador: Quais as perspectivas para um tecnólogo em Automação Industrial? O que esperar do mercado?

           Justino: "Atualmente ele tem outras fronteiras... E Pernambuco é uma delas, por causa de Polo. O que a Bahia foi à 30 anos atrás, Pernambuco está sendo hoje... é uma nova fronteira para o técnico de Instrumentação e Automação, inclusive vários técnicos do Polo com experiência, estão indo pra Pernambuco."

           Entrevistador: Dois anos não seria um período curto para se ter uma formação em Técnico em Automação Industrial?

           Justino: "Não. Dois anos seria um período bom... Um período ideal... Razoável... Até porquê, você não pode ficar muito, para não confundir com graduação. Então você tem que ter um meio termo pra isso."



sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Resenha do Filme Narradores de Javé - Por Alexandre Pimentel e Ruslan Brito


NARRADORES DE JAVÉ. Produção de Eliane Caffé. Riofilme, 2003. 1 DVD (100 min.). Widescreen, Collor.
Eliane Caffé, cineasta paulista formada em psicologia, que demonstrou uma facilidade em produzir curtas premiados como Arabesco (1990) e Caligrama (1995), tendo o ator José Dumont, quem em Narradores de Javé interpreta o carteiro/arteiro Antônio Biá, como figura assídua em suas produções.

Narradores de Javé conta a história de uma cidade do semiárido nordestino prestes a virar uma verdadeira Atlantis, isso devido à construção de uma usina hidroelétrica. Porém tal empreendimento teve que enfrentar o descontentamento da população, pessoas humildes com pouco ou nenhum conhecimento de leitura ou escrita, mas que reconhece estes meios como a única solução para salvar Javé de um inundamento. Mas o que teria a cidade para contar que faria a ideia da usina ser esquecida? O mesmo que ouvimos de nossos avós, que ouviram dos avós deles: as histórias.
Isso mesmo, a bagagem cultural que aquele lugar construiu até o momento, com glórias, lutas e é claro muito humor. Para isto, a população abriu mão do orgulho e recrutou Antônio Biá(José Dumont) para o serviço. Biá, carteiro da cidade, conhecedor da leitura e da escrita, antes a margem da sociedade por ter escrito cartas difamadoras sobre a população apenas para aumentar o volume de cartas de sua agência e manter seu emprego, agora tido como salvador da pátria, incumbido de ouvir de todos da cidade e registrar a heroica história de Javé. Daí inicia-se a caminhada de Biá em busca de relatos importantes. Na verdade, todos os fatos comentados tinham as mesmas pessoas mudando apenas, dependendo de quem estivesse contando, o mártir javélico: Maria Dina ou Idalécio, o mesmo que para a comunidade quilombola seria Idalêo.
Tudo parecia estar indo bem e que as histórias estavam sendo registradas, entretanto Biá estava novamente traindo a confiança da cidade, não estava escrevendo o que lhe era relatado, não dava a importância devida que a situação exigia, talvez por não acreditar que tudo aquilo pudesse salvar a cidade. Foi então que a cidade descobriu que ele não havia escrito o livro, desse modo nada teve Javé para mostrar e como consequência veio o que todos temiam: a construção da hidroelétrica.
Narradores de Javé abraça a essência do que é o nordestino, uma gente de aguerrida, cheia de esperança e que muitas vezes sofre pelo descaso e pela “superioridade” que as pessoas de outras regiões no faz acreditar que existe. Revela o poder econômico divisor de águas e precisamente um carrasco de culturas alheias, que para ele não é tão importante para o crescimento nacional.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Resenha do Filme Narradores de Jáve - Por Daniel e Altemar


NARRADORES DE JAVÉ. Produção de Eliane Caffé. Riofilme, 2003. 1 DVD ( 100 min ). Widescreen, Collor.
Eliane Caffé, cineasta paulista formada em psicologia, que demonstrou facilidade em produzir curtas premiadas como Arabesco (1990) e Caligrama (1995), tendo o ator José Dumont, quem em Narradores de Javé interpreta o carteiro/arteiro Antônio Biá, como figura assídua em suas produções.
Narradores de Javé conta a história de uma cidade do semiárido nordestino prester a virar uma verdeira Atlantis, isso devido à construção de uma usina hidrelétrica. Porém tal empreendimento teve que enfrentar o descontentamento da população, pessoas humildes com pouco ou nenhum conhecimento de leitura ou escrita, mas que reconhece estes meios como a unica solução para salvar Javé de um inundamento. Mas o que teria a cidade para contar que faria a ideia da usina ser esquecida? O mesmo que ouvimos de nossos avós, que ouviram dos avós deles: as histórias.
Isso mesmo, a bagagem cultural que aquele lugar construiu até o momento com glórias, lutas e é claro muito humor. Para isto, a população abriu mão do orgulho e recrutou Antônio Biá (José Dumont) para o serviço. Biá, carteiro da cidade, conhecedor da leitura e escrita, antes á margem da sociedade por ter escrito cartas difamadoras sobre a população apenas para aumentar o volume de cartas de sua agência e manter seu emprego, agora tido como salvador da pátria, incumbido de ouvir de todos da cidade e registrar a heróica história de Javé. Daí inicia-se a caminhada de Biá em busca de relatos importantes. Na verdade, todos os fatos comentados tinham as mesmas pessoas mudando apenas, dependendo de quem estivesse contando, o mártir javélico: Maria Dina ou Idalécio, o mesmo que para a comunidade quilambola seria Idalêo.
Tudo parecia estar indo bem e que as histórias estavam sendo registradas, entretanto Biá estava novamente traindo a confiança da cidade, não estava escrevendo o que lhe era relatado, não dava importância devida que a situação exigia, talvez por não acreditar que tudo aquilo pudesse salvar a cidade. Foi então que a cidade descobriu que ele não havia escrito o livro, desse modo nada teve Javé para mostrar e como consequência veio o que todos temiam: a construção da hidrelétrica.
Narradores de Javé abraça a essência do que é nordestino, uma gente de aguerrida, cheia de esperança e que muitas vezes sofre pelo descaso e pela "superioridade" que as pessoas de outras regiões no faz acreditar que existe. Revela o poder econômico divisor de água e precisamente um carrasco de culturas alheias, que para ele não é tão importante para o crescimento nacional.

Abobrinha Científica - Por Wendell Nascimento


A Grande descoberta do Bairro de Pindamonhangaba.

Durante a reforma da casa de D. Maricota, moradora lá do bairro de Pindamonhangaba, minha vizinha, o pedreiro de nome Sr. Antônio, também conhecido como “Zé Pequeno” e seu ajudante, fizeram uma descoberta histórica. Nas escavações que serão utilizadas para a nova fundação, encontraram restos mortais de um animal até então eles desconheciam.
A vizinhança ao redor ficou em alvoroço. Uns diziam que os fósseis eram de um filhote de brotossauro. Outros, diziam se tratar dos ossos do cavalo que foi montado por D.Pedro I. A notícia se espalhou rapidamente, feito fogo em capim seco.
Com intuito de estudar o fóssil, foi montada uma equipe de estudo, liderada pelo doutor em arqueologia fossiptica, Doutor Indiana Jhones.
Já na primeira analise do fóssil, concluiu-se se tratar de um dogssauro. Segundo Indiana, os dogssauros habitavam nesta região a milhares de anos e acredita-se que foram extintos após uma erupção vulcânica, seguida de um tsuname.
Os fósseis estão em perfeito estado e serão levados para o museu de historia natural, no Rio de Janeiro.

Abobrinha Científica - Por Alan Vigas


Onde começou o Brasil?


Em um vilarejo chamado Cachoeira no estado da Bahia, por volta dos anos 80, um grupo de pescadores nativos conhecidos como Lós Hermanos, estava a coletar materiais na beira da praia para construir a primeira escola do vilarejo. Eles coletavam muita areia, búzio, argila quando, de repente,deparou-se com ossos de humanos, aparentemente muito antigos, fato que foi comprovado ao decorrer dos anos por pesquisadores e cientistas.
Poucos sabiam da importância da descoberta dos fósseis, pois através desses ossos os cientistas poderão comprovar há quantos anos o pequeno vilarejo foi descoberto.
Moradores pensavam que eram ossos de seres de outro mundo, algo que amedrontava as pessoas, virando lenda e até mesmo prova de histórias criadas por moradores, que perduraram até os dias atuais.
O mais importante de tudo é saber que melhor que achar um baú cheio de ouro, foi a comprovação de que em uma praia sem muitos moradores, próxima a casa dos meus familiares, estavam os ossos dos índios, primeiros habitantes do Brasil. O material foi analisado e conservado em um museu muito famoso, chamado de “A descoberta” no pelourinho - centro histórico de Salvador – Bahia como prova de que o Brasil nasceu aqui.   

Abobrinha Científica - Por Felipe Rogério


Uma Revolução em minha vida!

Faz mais ou menos uma semana que estive brincando com meu cão anubis de cavar buracos no quintal de minha humilde residência, quando, de repente, encontrei um fóssil brilhante do que parecia ser um dinossauro pré-histórico!
Lembro que fiquei muito excitado e liguei para muitos amigos e familiares. No início, pensaram que apenas um dinossauro estava enterrado no meu quintal, mas, quando chamaram a imprensa, que chamou os arqueólogos e cientistas, descobri que se tratava de algo muito mais sério.
Tive que me mudar, desde que se iniciou a escavação em minha casa, mas acompanhei dias e noites todo o processo, até que chegaram em uma conclusão. Se tratava de um ser mitológico e mágico, pois brilhava como se chamasse quem se aproximava. Então, num descuido meu, anubis pulou para cima do colossal fóssil e uma explosão de luz se propagou por mais de um quilômetro.
Ao que parece o fóssil reagiu magicamente ao DNA do meu cão, fundindo-se a ele. E hoje estou aqui, com meu Cachorro – Dragão – Mitológico – Mágico – Voador, o Anubis. No início todos ficaram assustados, mas agora está tudo bem, o único probleminha é quando brincamos de cavar, pois da última vez paramos no Japão! Mas essa é uma outra história!

Abobrinha Científica - Por Igor Rodrigo


Era Pra Ser Só Um Pão Queimado.

Eu sempre soube, ou pelo menos sentia que passariam por grandes emoções ao
morar nesta rua. Só não imaginava que passaria por uma situação inusitada, como a
descoberta de um fóssil, com apenas um mês de mudado. Demorou pra cair a ficha
quando vi minhas mãos segurando aquele fóssil. Eu só tinha saído para comprar alguns
pães queimados e quando volto para comê-los, descubro que ele é um fóssil. Como não
há segredo no mundo que não seja divulgado, comentei com alguns vizinhos a tal
“descoberta”. Uns acharam graça, outros me chamaram de louco e alguns poucos se
indignaram, em como seria possível sair para comprar pão e voltar com um fóssil.
Acontece que minha proeza rendeu boas teorias, onde a maioria me dizia: “Isso não é
fóssil não, meu filho! Isso é pão queimado mesmo e muito queimado!” ou “Isso é pão
com fungos, amor.”
Acontece que a repercussão foi tão grande, que pessoas altamente gabaritadas,
chamadas de cientistas, bateram em minha porta atrás do meu “pão queimado” e então
confirmaram... É um fóssil! Olharam, analisaram, viram e reviram o tal fóssil e disseram
que pertencer a um humano com mais de 3.500 anos. Perguntaram-me onde o tinha
encontrado e quando eu disse que o tinha comprado na padaria da esquina, a 2 minutos
de minha casa, só faltaram me bater. E foi então que ao quererem levar o meu “pão
queimado”, eu logo indaguei: “Ei! Eu paguei por isso!”. E sendo assim, fomos à padaria
e os tais cientistas deixaram nada mais, nada menos, do que todo o mês pago de pães
“queimados” da tal padaria, e o melhor era que não tinha uma cota diária.
Alegre, feliz, contente e um tanto abençoado, fui para minha humilde residência
com meus queridos Paes, e o possível fóssil, tomou o seu rumo de estudos com os
cientistas. As abrir o saco de pão e pegar um pão queimado... Me assustei com o que vi
(de novo), mas dessa vez era só meu pão queimado mesmo